ATtoOXXaÁ

palco ame

00h40 - 01h30

Criado há três anos por Rafa, que é de Paulo Afonso, o Àttøøxxá está dando o que falar ao ressignificar o pagode  a partir de sonoridades eletrônicas

“O Àttøøxxá é essa verdade, essa pureza que a gente tem, essa inocência de querer brincar e depois pegar um trabalho e levar a sério. Isso é a gente”, diz um dos cantores do grupo, Osmar ‘Oz’, resumindo o que pode ser visto minutos antes, no camarim de um show no Pelourinho.

O nome do coletivo dá uma pista de onde vem a inspiração: além da aproximação sonora com o arrocha, tem relação com um costume de Paulo Afonso: “Lá, ‘atocha’ é ‘aumenta isso aí..." diz Rafa.  As letras do grupo valorizam a negritude, temas marginalizados e fogem do estereótipo da mulher como objeto. "Popa da Bunda", por exemplo, foi usada como resposta aos homens que estavam invadindo o espaço das mulheres no primeiro show do grupo.

O grupo se preocupa em compartilhar seu posicionamento político com outros grupos de pagode. Da mesma forma, faz questão de acolher um público heterogêneo em seus ensaios, o que inclui o universo feminista, LGBT+ e negro. Esse, ressalta Rafa, é um dos motivos para o sucesso do grupo.

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